Vacinas para Cachorros: Para Você Entender Tudo sobre o Assunto

As vacinas para cachorros são consideradas o método mais seguro e eficaz para proteger o seu pet de doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos.

Ao adotar um filhote de cachorro ou um cachorro adulto com histórico de vacinação desconhecido, a vacinação é uma das primeiras medidas a serem tomadas a fim de garantir saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Se você quiser entender tudo sobre vacinação para cachorros, preparamos esse material com informações atualizadas, em que você saberá:

✓ quais vacinas são necessárias para o seu cachorro
✓ quando elas devem ser aplicadas
✓ porque é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo
✓ porque é necessário realizar reforço anual
✓ quais doenças que elas protegem
✓ quais reações adversas as vacinas para cachorros podem causar

Confira o texto abaixo!

Vacinas para Cachorros

1. Quando iniciar as vacinas para cachorros?

Para falarmos sobre o momento ideal para iniciar o protocolo vacinal, primeiro precisamos entender brevemente como se desenvolve o sistema imunológico dos cachorros.

Ao nascer, o filhote apresenta o sistema imunológico imaturo, ou seja, incapaz de combater infecções causadas por microorganismos. Para o desenvolvimento do seu sistema imune, duas linhas de imunidade são necessárias: a imunidade passiva e a imunidade ativa.

A imunidade passiva consiste na transferência de anticorpos maternos para o filhote. Uma pequena parte desses anticorpos (2 a 10%) é transferida pela placenta – ao contrário dos humanos. Já a maior parte desses anticorpos é transferida pelo colostro, transportada pelo epitélio intestinal e chega na circulação sanguínea nas primeiras 24 horas de vida, conferindo proteção imediata, porém de curta duração. Ao longo do tempo, os anticorpos maternos são catabolizados e, entre 6 e 16 semanas de vida, são reduzidos a limites indetectáveis e tornam o filhote novamente suscetível a infecções. Porém, mesmo com esse declínio do título de anticorpos maternos, pode permanecer uma quantidade residual desses anticorpos suficiente para neutralizar os antígenos vacinais.

Já a imunidade ativa é adquirida pela prática de vacinação, que estimula o organismo a produzir uma resposta imune específica para o antígeno que ela apresenta, gerando uma proteção de longa duração.

Assim, devido ao declínio de anticorpos maternos entre 6 e 16 semanas de idade, recomenda-se iniciar o protocolo vacinal na 6ª semana de idade.

2. Por que é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo?

Como é impossível determinar o momento exato em que ocorre a perda dos anticorpos maternos e como os anticorpos maternos podem permanecer em uma quantidade residual suficiente para neutralizar os antígenos vacinais, recomenda-se a aplicação de 2 ou 3 doses da mesma vacina em intervalos de 3 semanas, para garantir uma maior quantidade de antígenos, gerando uma resposta imune eficaz.

3. Quais vacinas para cachorro são necessárias?

Primeiro, precisamos considerar que as vacinas são classificadas em essenciais e opcionais.

As vacinas essenciais protegem contra doenças graves, como é o caso da vacina múltipla ou polivalente e a vacina da raiva.

As vacinas opcionais protegem contra doenças com prevalência baixa de infecção, doenças relativamente benignas, doenças para quais existe tratamento eficaz ou doenças em que as vacinas não impedem infecção, mas tornam a infecção mais branda, como é o caso das demais vacinas.

3.1. Vacinas para cachorros essenciais:

Vacina múltipla ou polivalente

Confere proteção contra a cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza, hepatite infecciosa e leptospirose.

Deve ser administrada na 6ª semana de idade, em 3 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

No Brasil, existem dois tipos mais comuns de vacina múltipla ou polivalente, a vacina V8 e a vacina V10 – ambas protegem contra as mesmas doenças, o que muda é o número de antígenos da bactéria de Leptospira spp. utilizados (para saber mais, clique aqui).

Cinomose Canina - Vacinas para Cachorros

Parvovirose Canina - Vacinas para Cachorros

Coronavirose Canina - Vacinas para Cachorros

Adenovirose Canina - Vacinas para Cachorros

Parainfluenza Canina - Vacinas para Cachorros

Hepatite Infecciosa Canina - Vacinas para Cachorros

Leptospirose Canina - Vacinas para Cachorros

Vacina contra raiva

Deve ser administrada dose única na 12ª semana de idade, junto com a última dose da vacina múltipla ou polivalente. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

Raiva Canina - Vacinas para Cachorros

3.2. Vacinas para cachorros opcionais

Vacina contra giardíase

Conforme já mencionado no post Giardíase Canina: 8 informações fundamentais para você entender a doença, a vacina deve ser administrada na 9ª semana de idade, em 2 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

A vacina não impede a infecção, mas ao auxiliar na redução da multiplicação do agente no intestino delgado, diminui a gravidade dos sintomas e a quantidade de cistos eliminados nas fezes.

Giardíase Canina - Vacinas para Cachorros

Vacina contra traqueobronquite infecciosa (tosse dos canis)

Deve ser administrada na 9ª semana de idade, em 2 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

Traqueobronquite Infecciosa Caninas - Vacinas para Cachorros

Vacina contra leishmaniose visceral canina

Deve ser administrada somente em regiões onde a doença é endêmica, na 16ª semana de idade, em 3 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual.

A vacina não tem 100% de eficácia e somente pode ser aplicada após a realização de teste sorológico para comprovar que o cão que receberá a vacina não está infectado, visto que é impossível diferenciar a resposta dos anticorpos vacinais e a resposta dos anticorpos produzidos pela infecção natural.

Ainda assim, o período entre a infecção e o desenvolvimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos (janela sorológica) é de 90 a 120 dias, o que pode fazer com que o resultado do teste seja negativo e o animal esteja infectado no momento da vacinação.

Logo, há a necessidade de mais estudos sobre a vacinação e de testes sorológicos capazes de diferenciar a resposta vacinal e a resposta contra a infecção natural.

Leishmaniose Visceral Canina - Vacinas para Cachorros

4. Por que é necessário realizar reforço anual?

As vacinas essenciais (vacina múltipla ou polivalente e vacina da raiva) conferem proteção de longa duração, mas o reforço anual é recomendado visto que elas protegem contra doenças muito graves e de alta prevalência no país. Além disso, no caso raiva, o reforço anual é recomendado pela legislação vigente no Brasil como uma forma mais eficaz de prevenção da doença.

Já as vacinas opcionais (demais vacinais) não conferem uma proteção tão longa e o reforço anual é recomendado a fim de continuar estimulando o sistema imunológico.

5. Quais reações adversas as vacinas para cachorros podem causar?

Embora seja raro, as vacinas para cachorros podem desencadear:

Reações locais: reação inflamatória com dor, edema, irritação e formação de abcessos; ocorre de 30 minutos até 7 dias após a aplicação da vacina.

Reações focais granulomatosas: reação inflamatória com formação de nódulos subcutâneos ou intradérmicos.

Reações sistêmicas: mal-estar e febre por 1 ou 2 dias após aplicação da vacina.

Choque anafilático: reação de hipersensibilidade com edema facial, coceira, dificuldade respiratória, diarreia; ocorre de 1 até 24 horas após a aplicação da vacina.

Abaixo, segue o esquema de protocolo vacinal recomendado por médicos veterinários. Porém, é importante considerar que este protocolo pode sofrer alterações de acordo com o estado do animal. Cachorros adultos com histórico de vacinação desconhecido devem ser submetidos ao mesmo protocolo.

Esquema de Protocolo Vacinal - Vacinas para Cachorros

Para uma vacinação segura e eficaz, os animais devem ser submetidos a consulta prévia com um médico veterinário para avaliação clínica e física e somente animais saudáveis podem ser vacinados. Também recomenda-se a vacina importada pela melhor garantia da sua eficácia (para saber mais, confira o post Vacinas nacionais e importadas para cachorros e gatos: entenda definitivamente as diferenças), a qual deve ser aplicada exclusivamente por um médico veterinário.

E lembre-se: após a última dose do protocolo vacinal, é necessário aguardar 14 dias para realizar a exposição do seu cachorro com o ambiente e com outros animais, pois é o tempo que a vacina leva para montar uma resposta imune adequada.

Pronto! Agora você já entende tudo sobre o assunto! Saiba onde vacinar o seu cachorro em Porto Alegre, mantenha o calendário de vacinação do seu pet atualizado e ajude a conscientização da população sobre a importância da vacinação para cachorros! 🙂

E, você quer saber muito mais sobre vacinas e saber como garantir que o seu pet está realmente prevenido contra diversas doenças e que ele está sendo vacinado corretamente? A resposta é simples: basta acessar o Guia de Vacinação de Cães e Gatos, desenvolvido especialmente para tutores de cães e gatos. Com este material, você poderá garantir que o seu pet está recebendo as vacinas corretas nos períodos corretos e que ele está recebendo também vacinas de qualidade, além de saber quais as doenças as quais ele está protegido e o que elas causariam, as reações adversas das vacinas, os locais indicados para aplicação de vacinas em gatos e muito mais! Clique aqui para acessar e fazer download do Guia de Vacinação de Cães e Gatos e garanta que o seu pet esteja realmente prevenido.

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