Como Acostumar o Gato na Caixa de Transporte? Confira 6 Dicas Infalíveis!

Você já teve dificuldade para colocar o seu gato dentro da caixa de transporte e a experiência não foi positiva? Ele relutou e você ficou com medo de machucá-lo e estressá-lo? Nós sabemos que, apesar de muito fofos, os gatos são animais de comportamento independente e desconfiado e que são muito sensíveis ao estresse. Pensando nisso, separamos 6 dicas infalíveis para você colocar em prática e acostumar o seu gato na caixa de transporte!

Saiba como Acostumar o Gato na Caixa de Transporte

1. Acostumar o gato na caixa de transporte desde pequeno

O período de socialização dos gatos ocorre entre 6 a 8 semanas de idade (em torno dos 2 meses), por isso o ideal é que o condicionamento do comportamento dos gatos seja realizado neste momento, o que inclui medidas de adestramento gerais, como acostumar o gato na caixa de transporte, e contato com outros animais – Lembre-se de que para isso os gatos devem ser vacinados e testados para FIV e FeLV. Para saber mais sobre vacinas para gatos, confira o nosso post Vacinas para Gatos: o Guia Definitivo para Você Entender Tudo Sobre o Assunto. Mas… O seu gato já é adulto? Não precisa se preocupar. As dicas abaixo são válidas para você!

2. Manter a caixa de transporte aberta em casa

Como os gatos são animais que gostam de se esconder e procuram cantos mais escuros e mais reservados, deixar a caixa de transporte aberta em casa pode ser uma boa oportunidade para familiarizar o gato com a caixa de transporte e estimular a sua entrada voluntária.

3. Tornar a caixa de transporte atraente e aconchegante

Para estimular a entrada voluntária e a permanência do gato na caixa de transporte é importante tornar a caixa atrativa e confortável para o gato. Você pode colocar dentro da caixa de transporte toalhas, cobertores e até alguma de suas roupas a fim de criar um ambiente mais aconchegante para o seu gato.

4. Associar a caixa de transporte com experiência positiva

É fundamental que o gato associe que a entrada na caixa de transporte traga algum benefício para ele. Assim, você pode alimentar o seu gato, colocar brinquedos e oferecer Catnip* a ele, tudo isso dentro da caixa de transporte. Recompensar positivamente é uma estratégia que funciona bastante.

* O Catnip, também conhecido como “a erva do gato”, é uma planta aromática chamada Nepeta cataria que proporciona bem-estar físico e mental aos gatos e reduz o estresse por meio de dois efeitos diferentes. Ao ser inalada, provoca agitação e comportamento brincalhão; ao ser ingerida, provoca relaxamento. Ambos os efeitos têm duração de 10 minutos e é necessário aguardar 30 minutos para que a planta faça efeito novamente.

5. Utilizar feromônio facial sintético

Existem feromônios sintéticos disponíveis comercialmente, como o Feliway®️ que são análogos do odor facial felino (fração F3 do feromônio felino), relacionado com a marcação de território e liberado quando o gato esfrega a cabeça e o corpo em algum local do seu ambiente – um comportamento comum que proporciona tranquilidade. A marcação de território também pode ser feita pela urina ou pela arranhadura, porém, esses casos indicam estresse. Logo, há um antagonismo entre a marcação de território facial e a marcação de território pela urina ou pela arranhadura.

Assim, a aplicação do feromônio facial sintético mimetiza o odor facial e atua como um estímulo tranquilizante, além de prevenir a marcação de território pela urina ou pela arranhadura. Recomenda-se aplicar na face 30 minutos antes de colocar o gato na caixa de transporte a fim de manter o animal calmo e de evitar estresse.

6. Tomar medidas de cuidado com a caixa de transporte ao sair de casa

É muito importante que o gato se sinta seguro na caixa de transporte e que a experiência não gere estresse a ele. Por isso, é indicado colocar a caixa de transporte no chão atrás do banco da frente no carro, limitar a visibilidade do gato com toalhas sobre a caixa de transporte e, em alguns casos, administrar previamente fármacos anti-eméticos para evitar vômitos e fármacos ansiolíticos para evitar agitação e agressividade. Lembre-se que a administração de fármacos deve ser feita somente com a orientação de um médico veterinário.

Saiba como acostumar o seu gato na caixa de transporte
Saiba como acostumar o seu gato na caixa de transporte

Devido às características da natureza felina, condicionar o comportamento dos gatos não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Existem maneiras adequadas para acostumar o gato na caixa de transporte, porém, o que você precisa fazer também é ter paciência e nunca demonstrar medo e agressividade. Dê o tempo certo para o seu gato se acostumar com a caixa de transporte e faça ele se sentir seguro com você. Vamos tentar? 🙂

 

Vacinas para Gatos: Para Você Entender Tudo Sobre o Assunto

As vacinas para gatos são consideradas o método mais seguro e eficaz para proteger o seu pet de doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos.

Ao adotar um filhote de gato ou um gato adulto com histórico de vacinação desconhecido, a vacinação é uma das primeiras medidas a serem tomadas a fim de garantir saúde, bem-estar e qualidade de vida.

O protocolo de vacinação para gatos deve ser elaborado considerando as particularidades de cada animal por meio da análise de fatores como: idade, estado de saúde, estilo de vida (apartamento, casa, hospedagem, acesso à rua), prevalência da doença na região, avaliação do risco de desenvolver a doença e riscos associados à vacinação.

Se você quiser entender tudo sobre vacinação para gatos, preparamos esse material com informações atualizadas, em que você saberá:

✓ quais são as vacinas necessárias para o seu gato
✓ quando elas devem ser aplicadas
✓ porque é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo
✓ porque é necessário realizar reforço anual
✓ quais são as doenças que elas protegem
✓ quais são os locais indicados para a aplicação de vacinas nos gatos
✓ quais são reações adversas as vacinas para gatos podem causar
✓ quais são as recomendações para o tratamento de massas em área de vacina em gatos

Vacinas para Gatos

1. Quando iniciar as vacinas para gatos?

Para falarmos sobre o momento ideal para iniciar o protocolo vacinal, primeiro precisamos entender brevemente como se desenvolve o sistema imunológico dos gatos.

Ao nascer, o filhote apresenta o sistema imunológico imaturo, ou seja, incapaz de combater infecções causadas por microorganismos. Para o desenvolvimento do seu sistema imune, duas linhas de imunidade são necessárias: a imunidade passiva e a imunidade ativa.

A imunidade passiva consiste na transferência de anticorpos maternos para o filhote. Uma pequena parte desses anticorpos (2 a 10%) é transferida pela placenta – ao contrário dos humanos. Já a maior parte desses anticorpos é transferida pelo colostro, transportada pelo epitélio intestinal e chega na circulação sanguínea nas primeiras 24 horas de vida, conferindo proteção imediata, porém de curta duração. Ao longo do tempo, os anticorpos maternos são catabolizados e, entre 4 e 14 semanas de vida, são reduzidos a limites indetectáveis e tornam o filhote novamente suscetível a infecções. Porém, mesmo com esse declínio do título de anticorpos maternos, pode permanecer uma quantidade residual desses anticorpos suficiente para neutralizar os antígenos vacinais.

Já a imunidade ativa é adquirida pela prática de vacinação, que estimula o organismo a produzir uma resposta imune específica para o antígeno que ela apresenta, gerando uma proteção de longa duração.

Assim, devido ao declínio de anticorpos maternos entre 4 e 14 semanas de idade, recomenda-se iniciar o protocolo vacinal na 8ª semana de idade.

2. Por que é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo?

Como é impossível determinar o momento exato em que ocorre a perda dos anticorpos maternos e como os anticorpos maternos podem permanecer em uma quantidade residual suficiente para neutralizar os antígenos vacinais, recomenda-se a aplicação de 2 doses da mesma vacina em intervalos de 2, 3 ou 4 semanas, de acordo com o protocolo vacinal, para garantir uma maior quantidade de antígenos, gerando uma resposta imune eficaz.

3. Quais vacinas para gatos são necessárias?

Primeiro, precisamos considerar que as vacinas são classificadas em essenciais e opcionais.

As vacinas essenciais protegem contra doenças com prevalência alta de infecção  e/ou doenças graves , como é o caso da vacina contra panleucopenia felina, vacina contra calicivirose felina, vacina contra rinotraqueíte infecciosa felina e a vacina contra raiva.

As vacinas opcionais protegem contra doenças com prevalência baixa de infecção, doenças relativamente benignas, doenças para quais existe tratamento eficaz ou doenças em que as vacinas não impedem infecção, mas tornam a infecção mais branda, como é o caso da vacina contra clamidiose felina e da vacina contra leucemia felina (FeLV). Neste caso, é importante avaliar a relação entre risco e benefício de acordo com a situação de cada animal e a prevalência das doenças na região.

Deste modo, as vacinas para gatos disponíveis no Brasil são:

3.1. Vacina múltipla/polivalente

Existem 3 tipos de vacinas múltiplas/polivalentes e a diferença entre elas está na quantidade de antígenos que elas apresentam, conferindo proteção contra 3, 4 ou 5 doenças.

Tríplice: panleucopenia felina, calicivirose felina e rinotraqueíte infecciosa felina

Quádrupla: panleucopenia felina, calicivirose felina, rinotraqueíte infecciosa felina + clamidiose felina.

Quíntupla: panleucopenia felina, calicivirose felina, rinotraqueíte infecciosa felina, clamidiose felina + vírus da leucemia felina (FeLV).

Deve ser administrada na 8ª semana de idade, em 2 doses, com intervalo de 3 a 4 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única. Geralmente, opta-se pela vacina quíntupla, visto que ela confere proteção contra mais doenças.

Panleucopenia Felina
Panleucopenia Felina
Calicivirose Felina
Calicivirose Felina
Rinotraqueíte Infecciosa Felina
Rinotraqueíte Infecciosa Felina
Clamidiose Felina
Clamidiose Felina
Leucemia Viral Felina
Leucemia Viral Felina

3. 2. Vacina contra raiva

Deve ser administrada dose única entre a 12ª e a 16ª semana de idade. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

Raiva Felina
Raiva Felina

Abaixo, segue o esquema de protocolo vacinal recomendado por médicos veterinários. Porém, é importante considerar que este protocolo pode sofrer alterações de acordo com os fatores que já mencionamos. Gatos adultos com histórico de vacinação desconhecido devem ser submetidos ao mesmo protocolo.

Protocolo Vacinal para Gatos
Protocolo Vacinal para Gatos

4. Por que é necessário realizar reforço anual?

As vacinas essenciais (vacina múltipla ou polivalente e vacina da raiva) conferem proteção de longa duração, mas o reforço anual é recomendado visto que elas protegem contra doenças muito graves e de alta prevalência no país. Além disso, no caso raiva, o reforço anual é recomendado pela legislação vigente no Brasil como uma forma mais eficaz de prevenção da doença.

Já as vacinas opcionais (demais vacinais) não conferem uma proteção tão longa e o reforço anual é recomendado a fim de continuar estimulando o sistema imunológico.

5. Quais locais são indicados para aplicação de vacinas nos gatos?

Pela possibilidade de desenvolver uma reação chamada pós-vacinal, indica-se realizar a aplicação de vacinas nos membros locomotores, especialmente, nas regiões abaixo dos cotovelos e joelhos.

Segundo a organização americana Vaccine-Associated Feline Sarcoma Task Force (VAFSTF), recomenda-se:

Vacina tríplice ou quádrupla: membro torácico direito
Vacina quíntupla (com antígeno para o vírus da leucemia felina): membro pélvico esquerdo
Vacina contra raiva: membro pélvico direito

Locais de Aplicação de Vacinas em Gatos
Locais de Aplicação de Vacinas em Gatos

6. Quais reações adversas as vacinas para gatos podem causar?

Embora seja raro, as vacinas para gatos podem desencadear:

Reações locais: reação inflamatória com dor, edema, irritação e formação de abcessos; ocorre de 30 minutos até 7 dias após a aplicação da vacina.

Reações focais granulomatosas: reação inflamatória com formação de nódulos subcutâneos ou intradérmicos.

Sarcoma pós-vacinal: reação inflamatória local que desencadeia o aparecimento de neoplasias na área da vacina, ocorre de 3 meses até 3 anos após a aplicação da vacina.

Reações sistêmicas: mal-estar e febre por 1 ou 2 dias após aplicação da vacina.

Choque anafilático: reação de hipersensibilidade com edema facial, coceira, dificuldade respiratória, diarreia; ocorre de 1 até 24 horas após a aplicação da vacina.

7. Quais são as recomendações para o tratamento de massas em área de vacina em gatos?

A Vaccine-Associated Feline Sarcoma Task Force (VAFSTF) recomenda que massas no local da vacina que persistam por mais de 3 meses após a vacinação, que tenham mais de 2cm de diâmetro e/ou que tenham aumentado de tamanho 1 mês após a vacinação devem ser biopsiadas, e se forem malignas, devem ser removidas por cirurgia. É possível que também haja a necessidade de radioterapia e de quimioterapia.

Porém, a recorrência de massas no mesmo local é comum e a remoção cirúrgica pode resultar em falhas.

Vacinas para Gatos
Vacinas para Gatos

Para uma vacinação segura e eficaz, os animais devem ser submetidos a consulta prévia com um médico veterinário para avaliação clínica e física e somente animais saudáveis podem ser vacinados. Também recomenda-se a vacina importada pela melhor garantia da sua eficácia (para saber mais, confira o post Vacinas nacionais e importadas para cachorros e gatos: entenda definitivamente as diferenças), a qual deve ser aplicada exclusivamente por um médico veterinário.

Uma outra dica é realizar a aplicação da vacina em sua casa por um médico veterinário que atenda a domicílio, visto que os gatos são muito suscetíveis ao estresse causado pelo transporte, mudança de ambiente, barulho e contato com outros animais e pessoas desconhecidas.

E lembre-se: após a última dose do protocolo vacinal, é necessário aguardar 14 dias para realizar a exposição do seu gato com o ambiente e com outros animais, pois é o tempo que a vacina leva para montar uma resposta imune adequada.

Pronto! Agora você já entende tudo sobre o assunto! Saiba onde vacinar o seu gato em Porto Alegre, mantenha o calendário de vacinação do seu pet atualizado e ajude a conscientização da população sobre a importância das vacinas para gatos! 🙂

Pensando em você e no seu pet, preparamos um e-book com todas as informações sobre vacinas de cães e gatos. Clique aqui e baixe gratuitamente o “Guia Definitivo de Vacinação de Cães e Gatos”!

Vacinas para Cachorros: Para Você Entender Tudo sobre o Assunto

As vacinas para cachorros são consideradas o método mais seguro e eficaz para proteger o seu pet de doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias e outros microorganismos.

Ao adotar um filhote de cachorro ou um cachorro adulto com histórico de vacinação desconhecido, a vacinação é uma das primeiras medidas a serem tomadas a fim de garantir saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Se você quiser entender tudo sobre vacinação para cachorros, preparamos esse material com informações atualizadas, em que você saberá:

✓ quais vacinas são necessárias para o seu cachorro
✓ quando elas devem ser aplicadas
✓ porque é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo
✓ porque é necessário realizar reforço anual
✓ quais doenças que elas protegem
✓ quais reações adversas as vacinas para cachorros podem causar

Confira o texto abaixo!

Vacinas para Cachorros

1. Quando iniciar as vacinas para cachorros?

Para falarmos sobre o momento ideal para iniciar o protocolo vacinal, primeiro precisamos entender brevemente como se desenvolve o sistema imunológico dos cachorros.

Ao nascer, o filhote apresenta o sistema imunológico imaturo, ou seja, incapaz de combater infecções causadas por microorganismos. Para o desenvolvimento do seu sistema imune, duas linhas de imunidade são necessárias: a imunidade passiva e a imunidade ativa.

A imunidade passiva consiste na transferência de anticorpos maternos para o filhote. Uma pequena parte desses anticorpos (2 a 10%) é transferida pela placenta – ao contrário dos humanos. Já a maior parte desses anticorpos é transferida pelo colostro, transportada pelo epitélio intestinal e chega na circulação sanguínea nas primeiras 24 horas de vida, conferindo proteção imediata, porém de curta duração. Ao longo do tempo, os anticorpos maternos são catabolizados e, entre 6 e 16 semanas de vida, são reduzidos a limites indetectáveis e tornam o filhote novamente suscetível a infecções. Porém, mesmo com esse declínio do título de anticorpos maternos, pode permanecer uma quantidade residual desses anticorpos suficiente para neutralizar os antígenos vacinais.

Já a imunidade ativa é adquirida pela prática de vacinação, que estimula o organismo a produzir uma resposta imune específica para o antígeno que ela apresenta, gerando uma proteção de longa duração.

Assim, devido ao declínio de anticorpos maternos entre 6 e 16 semanas de idade, recomenda-se iniciar o protocolo vacinal na 6ª semana de idade.

2. Por que é necessário mais de uma dose vacinal no início do protocolo?

Como é impossível determinar o momento exato em que ocorre a perda dos anticorpos maternos e como os anticorpos maternos podem permanecer em uma quantidade residual suficiente para neutralizar os antígenos vacinais, recomenda-se a aplicação de 2 ou 3 doses da mesma vacina em intervalos de 3 semanas, para garantir uma maior quantidade de antígenos, gerando uma resposta imune eficaz.

3. Quais vacinas para cachorro são necessárias?

Primeiro, precisamos considerar que as vacinas são classificadas em essenciais e opcionais.

As vacinas essenciais protegem contra doenças graves, como é o caso da vacina múltipla ou polivalente e a vacina da raiva.

As vacinas opcionais protegem contra doenças com prevalência baixa de infecção, doenças relativamente benignas, doenças para quais existe tratamento eficaz ou doenças em que as vacinas não impedem infecção, mas tornam a infecção mais branda, como é o caso das demais vacinas.

3.1. Vacinas para cachorros essenciais:

Vacina múltipla ou polivalente

Confere proteção contra a cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza, hepatite infecciosa e leptospirose.

Deve ser administrada na 6ª semana de idade, em 3 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

No Brasil, existem dois tipos mais comuns de vacina múltipla ou polivalente, a vacina V8 e a vacina V10 – ambas protegem contra as mesmas doenças, o que muda é o número de antígenos da bactéria de Leptospira spp. utilizados (para saber mais, clique aqui).

Cinomose Canina - Vacinas para Cachorros

Parvovirose Canina - Vacinas para Cachorros

Coronavirose Canina - Vacinas para Cachorros

Adenovirose Canina - Vacinas para Cachorros

Parainfluenza Canina - Vacinas para Cachorros

Hepatite Infecciosa Canina - Vacinas para Cachorros

Leptospirose Canina - Vacinas para Cachorros

Vacina contra raiva

Deve ser administrada dose única na 12ª semana de idade, junto com a última dose da vacina múltipla ou polivalente. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

Raiva Canina - Vacinas para Cachorros

3.2. Vacinas para cachorros opcionais

Vacina contra giardíase

Conforme já mencionado no post Giardíase Canina: 8 informações fundamentais para você entender a doença, a vacina deve ser administrada na 9ª semana de idade, em 2 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

A vacina não impede a infecção, mas ao auxiliar na redução da multiplicação do agente no intestino delgado, diminui a gravidade dos sintomas e a quantidade de cistos eliminados nas fezes.

Giardíase Canina - Vacinas para Cachorros

Vacina contra traqueobronquite infecciosa (tosse dos canis)

Deve ser administrada na 9ª semana de idade, em 2 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual com dose única.

Traqueobronquite Infecciosa Caninas - Vacinas para Cachorros

Vacina contra leishmaniose visceral canina

Deve ser administrada somente em regiões onde a doença é endêmica, na 16ª semana de idade, em 3 doses, com intervalo de 3 semanas. Deve ser realizado reforço anual.

A vacina não tem 100% de eficácia e somente pode ser aplicada após a realização de teste sorológico para comprovar que o cão que receberá a vacina não está infectado, visto que é impossível diferenciar a resposta dos anticorpos vacinais e a resposta dos anticorpos produzidos pela infecção natural.

Ainda assim, o período entre a infecção e o desenvolvimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos (janela sorológica) é de 90 a 120 dias, o que pode fazer com que o resultado do teste seja negativo e o animal esteja infectado no momento da vacinação.

Logo, há a necessidade de mais estudos sobre a vacinação e de testes sorológicos capazes de diferenciar a resposta vacinal e a resposta contra a infecção natural.

Leishmaniose Visceral Canina - Vacinas para Cachorros

4. Por que é necessário realizar reforço anual?

As vacinas essenciais (vacina múltipla ou polivalente e vacina da raiva) conferem proteção de longa duração, mas o reforço anual é recomendado visto que elas protegem contra doenças muito graves e de alta prevalência no país. Além disso, no caso raiva, o reforço anual é recomendado pela legislação vigente no Brasil como uma forma mais eficaz de prevenção da doença.

Já as vacinas opcionais (demais vacinais) não conferem uma proteção tão longa e o reforço anual é recomendado a fim de continuar estimulando o sistema imunológico.

5. Quais reações adversas as vacinas para cachorros podem causar?

Embora seja raro, as vacinas para cachorros podem desencadear:

Reações locais: reação inflamatória com dor, edema, irritação e formação de abcessos; ocorre de 30 minutos até 7 dias após a aplicação da vacina.

Reações focais granulomatosas: reação inflamatória com formação de nódulos subcutâneos ou intradérmicos.

Reações sistêmicas: mal-estar e febre por 1 ou 2 dias após aplicação da vacina.

Choque anafilático: reação de hipersensibilidade com edema facial, coceira, dificuldade respiratória, diarreia; ocorre de 1 até 24 horas após a aplicação da vacina.

Abaixo, segue o esquema de protocolo vacinal recomendado por médicos veterinários. Porém, é importante considerar que este protocolo pode sofrer alterações de acordo com o estado do animal. Cachorros adultos com histórico de vacinação desconhecido devem ser submetidos ao mesmo protocolo.

Esquema de Protocolo Vacinal - Vacinas para Cachorros

Para uma vacinação segura e eficaz, os animais devem ser submetidos a consulta prévia com um médico veterinário para avaliação clínica e física e somente animais saudáveis podem ser vacinados. Também recomenda-se a vacina importada pela melhor garantia da sua eficácia (para saber mais, confira o post Vacinas nacionais e importadas para cachorros e gatos: entenda definitivamente as diferenças), a qual deve ser aplicada exclusivamente por um médico veterinário.

E lembre-se: após a última dose do protocolo vacinal, é necessário aguardar 14 dias para realizar a exposição do seu cachorro com o ambiente e com outros animais, pois é o tempo que a vacina leva para montar uma resposta imune adequada.

Pronto! Agora você já entende tudo sobre o assunto! Saiba onde vacinar o seu cachorro em Porto Alegre, mantenha o calendário de vacinação do seu pet atualizado e ajude a conscientização da população sobre a importância da vacinação para cachorros! 🙂

Pensando em você e no seu pet, preparamos um e-book com todas as informações sobre vacinas de cães e gatos. Clique aqui e baixe gratuitamente o “Guia Definitivo de Vacinação de Cães e Gatos”!

Vacinas V8, V10, V12 e V14 para Cachorros: Qual é a Diferença e como Escolher?

Ao adotar um filhote de cão ou um cão adulto com histórico de vacinação desconhecido, uma das primeiras medidas a serem tomadas é a vacinação – prática fundamental na prevenção de doenças infecciosas e na manutenção do bem-estar animal. Por causa disso, produzimos este conteúdo que vai auxiliar você a melhor compreender como funciona a vacinação do seu pet e as diferenças entre a Vacina V8, Vacina V10, Vacina V12 e Vacina 14.

Recomendação para Quem Adotou um Pet Recentemente

Antes de continuar, trazemos uma novidade especial. Muitas pessoas nos enviam dúvidas sobre outros cuidados que devem ter com seus cães, além da vacinação. Por causa disso, estamos indicando o guia “Aprenda a adestrar o seu cão Passo a Passo”. Desta forma, problemas como seu pet fazendo xixi e cocô por toda a casa, mordidas, latidos, etc, indicamos este curso para você saber como adestrar o seu cão. Clique aqui, ou na imagem abaixo, e saiba mais.

Qual protocolo vacinal recomendado?

O protocolo vacinal recomendado por médicos veterinários para cães inclui as vacinas:

Quanto à vacina múltipla ou polivalente, existem os tipos V8, V10, V12 e V14.

Ambas são vacinas fabricadas com vírus vivos e atenuados combinados com a bactéria inativada de Leptospira spp. e ambas protegem contra 7 doenças infecciosas, as quais são:

Mas então, qual é a diferença entre as vacinas V8, V10, V12 e V14?

Confira o texto abaixo que preparamos para você entender a diferença entre as vacinas e saber como escolher o melhor para o seu cãozinho!

Vacinas V8, V10, V12 e V14 para Cachorros

A diferença está unicamente na quantidade de antígenos da bactéria Leptospira spp. utilizada em cada vacina.

O que acontece é que existem vários tipos de sorovares da bactéria Leptospira spp. e, para cada um, existe um antígeno específico.

E… O que é um sorovar? Sorovar é uma variedade genética de determinada espécie de bactéria, com diferenças nos componentes da superfície da célula.

Assim, a leptospirose é uma doença causada por diversos sorovares da bactéria do gênero Leptospira spp..

Considerando este aspecto, a vacina múltipla ou polivalente combate até 8 sorovares diferentes da bactéria Leptospira spp.. Quanto maior o número do “V”, mais antígenos a vacina apresenta e mais sorovares a vacina combate – e mais elevado o preço da vacina.

A vacina V8 combate 2 sorovares e a vacina V10 combate 4 sorovares. Já as vacinas V12 e V14 contém mais outros tipos diferentes de sorovares, dos quais alguns não estão presentes no Brasil.

Confira abaixo os respectivos sorovares que as vacinas combatem:

E como escolher a melhor vacina para o seu cãozinho?

Outro fato que acontece é que existem mais de 250 tipos de sorovares da bactéria Leptospira spp. ao redor de todo o planeta e cada região apresenta alguns sorovares mais prevalentes. Assim, os sorovares mais prevalentes na região é que devem ser considerados na escolha da vacina. Geralmente, as vacinas já reúnem os sorovares mais prevalentes na região a qual ela realiza a cobertura.

No Brasil, os sorovares mais comuns são Leptospira canicola e Leptospira icterohaemorrhagiae. Isso não significa que em outras regiões ou estados do país não existam outros sorovares diferentes em prevalência. Por exemplo, segundo estudo realizado em 2010, em Porto Alegre, as cepas mais prevalentes encontradas foram Leptospira canicola, Leptospira icterohaemorrhagiae e, também, Leptospira copenhageni.

As vacinas V8 e vacinas V10 realizam ótima cobertura no Brasil e são as mais utilizadas no país. Ambas protegem contra os dois sorovares mais prevalentes no Brasil – Leptospira canicola e Leptospira icterohaemorrhagiae.

A diferença é que a vacina V8 apresenta o preço menor e combate esses dois sorovares de Leptospira spp., enquanto a vacina V10 apresenta o preço maior, porém combate esses mesmos dois sorovares de Leptospira spp. e mais dois tipos diferentes.

Converse com um médico veterinário da sua confiança para que ele possa auxiliá-lo na escolha de acordo com a sua região!

E, lembre-se de que a vacina múltipla ou polivalente deve ser realizada a partir de 6 a 8 semanas de idade, em 3 doses com intervalos de 3 a 4 semana. Cães adultos com histórico de vacinação desconhecido também devem receber o mesmo protocolo vacinal. É necessário realizar uma dose de reforço anualmente. Os animais devem ser submetidos à consulta prévia com um médico veterinário para avaliação clínica e física e somente animais saudáveis podem ser vacinados. Recomenda-se a vacina importada pela melhor garantia da sua eficácia, a qual deve ser aplicada exclusivamente por um médico veterinário. 🙂

Pensando em você e no seu pet, preparamos um e-book com todas as informações sobre vacinas de cães e gatos. Clique aqui e baixe gratuitamente o “Guia Definitivo de Vacinação de Cães e Gatos”!

Saiba Onde Vacinar Cachorros e Gatos em Porto Alegre

Nós sabemos que a vacinação de cães e gatos é fundamental para prevenção de doenças infecciosas e para manutenção do bem-estar animal.

Quando filhotes, os animais devem ser submetidos a protocolos vacinais estabelecidos por médicos veterinários e, após, devem receber uma dose de reforço anualmente.

Mas você sabe onde vacinar seu cão ou seu gato em Porto Alegre? Separamos abaixo algumas clínicas veterinárias nos principais bairros de Porto Alegre!

Saiba Onde Vacinar Cachorros e Gatos em Porto Alegre

Agronomia

Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS

Auxiliadora

Gaia Clínica Veterinária
Marta Masia Veterinária
Mundo Animal

Azenha

Cevet
My Pet Centro de Saúde e Bem Estar Animal

Bela Vista

Clinicat
Fofos e Feras Pet Shop
Pet Dreams

Bom Fim

Águia Veterinária
Bichos e Companhia Pet Shop
Mais Bichos Centro de Saúde Animal
Pegada’s Pet Shop

Bom Jesus

Clínica Veterinária Prontovet
Hospital de Clínicas Veterinárias do RGS

Cavalhada

Animed RS – Unidade Cavalhada

Centro Histórico

Cantinho dos Travessos Clínica Veterinária & Pet Shop
Casa dos Animais
Núcleo Veterinário

Chácara das Pedras

Pet and the City Boutique & Spa
Pet Home 24h – Clínica Veterinária 24 horas

Cidade Baixa

Mundo Pet
Centro de Saúde Animal
Cidade Bixo
O Gato – Consultório Felino

Cristal

Pet Support – Zona Sul

Floresta

Águia Veterinária
Petz – Moinhos de Vento
VetPlex Complexo Veterinário

Higienópolis

Bichomania Clínica Veterinária
Clínica Veterinária Toca dos Bichos
Pet Support

Independência

Pet Stop
Vet Care

Ipanema

Portovet Clínica Veterinária 24 Horas
Pet Vitae

Jardim Botânico

Centro Veterinário Barão do Amazonas

Jardim Lindóia

Centro de Estética e Saúde Animal Lindóia
Mundo a Parte

Menino Deus

A Terra dos Bichos Clínica Veterinária
Cia Animal
Hospital Veterinário Lorenzoni
Mascotes e Cia

Moinhos de Vento

Chatterie – Centro de Saúde do Gato
Clínica Veterinária Moinhos de Vento

Mont Serrat

Clínica Veterinária Lieberknecht
Veterinária Auxiliadora

Passo da Areia

Clínica Veterinária Bichos do Mundo

Passo das Pedras

Hospital Veterinário UniRitter

Petrópolis

Águia Veterinária
Animed RS – Unidade Petrópolis
Clínica do Gato
Fertvida Veterinária
Pet Fauna
Pet Spot
Puppyshow

Praia de Belas

Ponto do Cão Pet Shop e Clínica Veterinária

Rio Branco

Cat e Dog Clínica Veterinária
Clínica Veterinária Central
Mundo a Parte
Urgevet Animal Care

Santana

Armazém Quatro Patas
Pet Santana
Saúde Vet

Teresópolis

Krefta Vet Center
Nosso Pet
Panvet

Três Figueiras

Veterinária Três Figueiras

Tristeza

Centro Vet
Mundo a Parte
Vets Clínica Veterinária
Vida Pet

Vila Ipiranga

Clínica Veterinária do Forte

Importante! Antes de vacinar o seu animalzinho, lembre-se:

– O animal deve passar por consulta prévia com um médico veterinário.
– A vacina deve ser aplicada por um médico veterinário.
– Recomenda-se a aplicação da vacina importada (ética) – saiba o porquê aqui!

Pronto! Agora você tem várias opções de onde levar o seu cão e/ou o seu gato para vacinar em Porto Alegre e já sabe dos cuidados necessários para uma vacinação segura e eficaz. 🙂

Pensando em você e no seu pet, preparamos um e-book com todas as informações sobre vacinas de cães e gatos. Clique aqui e baixe gratuitamente o “Guia Definitivo de Vacinação de Cães e Gatos”!

Vacinas Nacionais e Importadas para Cachorros e Gatos: Entenda Definitivamente as Diferenças

Certamente, você já ouviu dizer que a vacina nacional apresenta qualidade inferior em relação à vacina importada para cães e gatos. Mas… E por quê?

Este é um assunto que gera bastante polêmica, visto que há diversos textos, relatos de casos e experiências pessoais na internet com informações e opiniões que se contradizem.

Se você quiser entender definitivamente as diferenças entre as vacinas nacionais e importadas para cães e gatos de maneira simplificada e direta, confira abaixo!

Vacinas Nacionais e Importadas para Cachorros e Gatos

São 3 diferenças que tornam a qualidade da vacina nacional inferior à vacina importada, visto que essas diferenças acabam resultando em falhas vacinais, ou seja, a vacina é aplicada, mas por algum motivo, não cumpre a sua função de imunizar o animal.

1. Distribuição e venda

Existem algumas diferenças quanto à tecnologia empregada e quanto ao tipo de cepas utilizadas, mas ambas as vacinas passam por testes de análise e são registradas na ANVISA para serem aprovadas para comercialização no Brasil.

Porém, as vacinas nacionais (não-éticas ou não profissionais) são vendidas para qualquer tipo de estabelecimento, como por exemplo, agropecuárias e casas de rações.

Já as vacinas importadas (éticas ou profissionais) são vendidas exclusivamente para estabelecimentos veterinários, como por exemplo, clínicas e hospitais, necessitando haver um médico veterinário responsável para a venda.

Vale lembrar que não existe uma legislação que regulamenta a venda das vacinas, mas sim um acordo comercial entre os fabricantes e distribuidores das vacinas e os médicos veterinários. Alguns produtos, como as vacinas, são classificados pelas empresas como “linha nobre” e são vendidos somente para estabelecimentos em que há um médico veterinário responsável a fim de garantir a qualidade do produto.

2. Armazenamento

A temperatura de armazenamento das vacinas desde o laboratório até o momento de aplicação é de extrema importância para garantir a eficácia da ação.

Como as vacinas nacionais são vendidas para qualquer tipo de estabelecimento, é possível que haja um descuido com a temperatura de armazenamento, a qual deve ser mantida entre 2 a 8ºC. Nesse locais, geralmente, as vacinas são armazenadas em geladeiras comuns, de maneira inadequada, sem mensuração e controle da temperatura e sem preparo para casos de queda da energia elétrica. Ao ser armazenada de forma incorreta, a vacina perde a sua eficácia em imunizar os animais, que ficam suscetíveis a contrair a doença mesmo com a aplicação da vacina.

Já as vacinas importadas, como são vendidas somente para médicos veterinários e são aplicadas em estabelecimentos veterinários, são mais seguras e eficazes porque existe um cuidado maior com o armazenamento. Normalmente, as recomendações técnicas de armazenamento são seguidas e as vacinas são conservadas corretamente na faixa de temperatura ideal.

Seguem abaixo algumas recomendações para o armazenamento correto das vacinas:

3. Aplicação

Devido ao fato da vacina nacional ser vendida em qualquer tipo de estabelecimento, sua aplicação é feita por pessoas sem experiência ou é entregue para o proprietário realizá-la em casa.

No entanto, a vacina importada é aplicada somente por médicos veterinários, que estão aptos para examinar o paciente, reconhecer algum problema de saúde e informar se o animal tem condições para vacinação, para, então, realizar a aplicação correta.

A avaliação do animal pelo médico veterinário é fundamental para a vacinação! Animais desnutridos, com problemas de saúde e imunodeprimidos não podem receber vacinas, pois o sistema imune deles não está em condições de gerar a resposta vacinal e a vacina pode induzir a doença a qual ela deveria prevenir nesses animais.

Vacinas Nacionais e Importadas para Cachorros e Gatos

Por essas 3 variáveis que podem resultar em falhas vacinais com as vacinas nacionais, recomenda-se a aplicação das vacinas importadas para cães e gatos. O preço da vacina importada é um pouco maior, mas, em compensação, a vacina é mais segura e eficaz, tendo uma ótima relação custo-benefício. Em casos de restrição financeira, é possível procurar um médico veterinário e conversar com ele sobre o assunto.

Uma vacinação eficaz não depende somente do produto, mas também de uma série de fatores vinculados a ele, como transporte, armazenamento e aplicação, e de fatores relacionados ao próprio animal, por isso é essencial a presença de um médico veterinário no processo como um todo. 🙂

Pensando em você e no seu pet, preparamos um e-book com todas as informações sobre vacinas de cães e gatos. Clique aqui e baixe gratuitamente o “Guia Definitivo de Vacinação de Cães e Gatos”!

Giardíase Canina: 8 Informações Fundamentais para Você Entender a Doença

Como todo dono de cachorro, você já deve ter ouvido falar ou já deve ter presenciado com o seu animal algum caso de giardíase canina.

É uma doença que causa diarreia, que está associada a contaminação do ambiente, como praças e parques, e que é mais frequente em cães do que em gatos pelo hábito de passear e fazer as suas necessidades na rua. Mas como todo dono de cachorro, provavelmente você já ouviu falar sobre isso também, certo?

Porém, se você quiser entender mais sobre o mecanismo da doença, sinais clínicos e métodos de diagnóstico, de tratamento e de controle, confira abaixo 8 informações fundamentais sobre a giardíase canina.

Giardíase Canina

1. O que é?

A Giardia intestinalis ou Giardia duodenalis é um microorganismo classificado como protozoário flagelado que causa uma infecção no trato intestinal de mamíferos.

O seu ciclo de vida apresenta 2 formas:

– O cisto: é a forma infectante e de resistência; é eliminado nas fezes de um animal contaminado, permanece no ambiente e é ingerido por outro animal, transmitindo a doença.

– O trofozoíto: é a forma não-infectante, pois é sensível ao ambiente e ao suco gástrico do estômago; é liberado a partir do cisto quando este chega ao intestino delgado, causando a doença.

2. Como é a transmissão?

Em cães, geralmente a infecção ocorre pela ingestão de cistos presentes no ambiente que foram eliminados nas fezes de um outro cão contaminado.

Os cistos sobrevivem ao ambiente e ao suco gástrico do estômago e eclodem no intestino delgado, liberando os trofozoítos, que causam a patogenia.

Importante lembrar que a doença também pode ser transmitida pelo consumo de água contaminada ou por banhos em águas recreacionais, pois é uma doença de veiculação hídrica.

3. O que causa e como causa?

Os trofozoítos causam uma síndrome de má absorção por meio de 2 mecanismos:

Provocam encurtamento e atrofia das vilosidades do intestino delgado. Essas vilosidades são dobras da parede do intestino delgado e tem como função aumentar a superfície de contato do intestino com os alimentos para ter uma área maior de absorção de nutrientes. Com as vilosidades encurtadas e atrofiadas, a área de absorção de nutrientes fica menor.

Aumentam a taxa de renovação celular tornando incompleta a diferenciação das células intestinais, ou seja, as células ficam sempre jovens e não atingem a sua maturidade funcional, não absorvendo adequadamente os nutrientes.

Deste modo, o animal se alimenta, mas não absorve os nutrientes e a água dos alimentos devido a essas alterações na estrutura do intestino delgado causadas pelos trofozoítos.

Com essa má absorção dos alimentos, a motilidade intestinal aumenta e o tempo de trânsito intestinal diminui. Isso quer dizer que os movimentos do intestino aumentam para expulsar o conteúdo, que permanece menos tempo no intestino; como esse tempo é insuficiente para formar o bolo fecal e a água dos alimentos não está sendo absorvida, o animal apresenta diarreia.

4. Quais são os sinais clínicos?

Como já falamos, os sinais clínicos da giardíase canina cursam com diarreia, a qual pode ser auto-limitante, contínua ou descontínua. Pode haver presença de gordura nas fezes pela má absorção de triglicerídeos. Como a água dos alimentos não é absorvida, pode haver sinais de desidratação. Também pode haver episódios de vômitos, dores abdominais, gases e perda de peso.

É possível que alguns animais não manifestam sinais clínicos, porém mesmo assim eliminam os cistos nas fezes, sendo uma fonte de contaminação para outros animais.

5. Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da giardíase canina é realizado pelo histórico apresentado ao médico veterinário, sinais clínicos e exame clínico do animal.

Para confirmação da suspeita clínica, também pode ser realizado um esfregaço de fezes frescas, o qual permite a identificação dos cistos. Porém, como a diarreia pode ser descontínua, o teste pode resultar em falso negativo, ou seja, não é possível visualizar nenhum cisto na amostra. Por isso, para melhor precisão dos resultados é ideal coletar 3 amostras de fezes com intervalos de 5 dias para realizar o esfregaço.

6. Como é feito o tratamento?

O tratamento da giardíase canina consiste na administração de fármacos de ação antimicrobiana que abrangem microorganismos anaeróbicos (microorganismos que vivem na ausência de oxigênio) e de ação antiparasitária, como por exemplo, o metronidazol.

A consulta ao médico veterinário é essencial para que sejam estabelecidos a dose do fármaco e o tempo de tratamento adequados para cada animal e para que haja acompanhamento da evolução do caso.

Importante: não administrar metronidazol em animais gestantes, visto que o fármaco atravessa a barreira placentária e o seu efeito nas células fetais ainda é desconhecido!

7. Como é feito o controle?

É sempre melhor prevenir do que remediar, não é? A prevenção da giardíase canina é feita por meio da vacinação dos animais e práticas de higiene, como limpeza do ambiente, recolhimento das fezes dos animais e tratamento da água.

8. Como é a vacina e a sua eficiência?

A vacina para giardíase canina deve ser realizada a partir da oitava semana de idade com aplicação de uma segunda dose entre 14 a 28 dias após a primeira dose, seguida de reforço anual com uma dose.

A vacina pode não impedir a infecção, porém a sua aplicação ainda assim é importante, visto que ela diminui a intensidade dos sinais clínicos e a quantidade de cistos eliminados nas fezes, tornando a infecção mais branda.

Pronto! Agora você sabe realmente como a giardíase canina se desenvolve, o que e como ela causa, como são feitos o diagnóstico e o tratamento e, principalmente, como prevenir. Lembre de levar o seu cão para vacinar anualmente, de mantê-lo em lugar limpo e de recolher as fezes dele durante o passeio. E se o seu animalzinho manifestar algum dos sinais clínicos citados, procure e siga as orientações de um médico veterinário. 🙂

Como Acompanhar as Novidades do Mundo Pet?

O mundo pet é uma ótima opção para investimento diante do seu desenvolvimento no país ao longo dos últimos anos. É um mercado de alta demanda, dividido em 4 grandes segmentos e com crescimento anual, mesmo frente à situação atual da economia brasileira.

São mais de 50 milhões de cães e mais de 30 milhões de gatos de estimação que demandam serviços de Pet Food (alimentação em geral, como rações e petiscos), Pet Vet (atendimento veterinário e medicamentos), Pet Serv (creches, hotéis, adestramento e produtos como brinquedos e acessórios) e Pet Care (produtos de higiene e de beleza).

Ocupando a 3º posição mundial em faturamento, o mercado pet brasileiro faturou R$19 bilhões em 2016, com um crescimento de 5,7% em relação a 2015 e com uma projeção de crescimento para 2017 de 13% em relação a 2015, indicando sinais de resistência à crise.

Então, como acompanhar esse desenvolvimento? Confira abaixo 6 maneiras para acompanhar as novidades do mundo pet!

Como Acompanhar as Novidades no Mundo Pet?

1. Assine revistas

Impressas ou digitais, são ótimas ferramentas para ter acesso ao que há de mais novo no mundo pet. As revistas Negócios Pet e Cães&Gatos Vet Food, além de trazerem informações sobre saúde e comportamento, são boas opções para conhecer as novidades sobre produtos e as tendências do mercado pet. Já a revista VET Science Magazine é ideal para quem deseja acompanhar os estudos e as pesquisas mais recentes sobre doenças, seus métodos de diagnóstico e suas formas de tratamento.

2. Acompanhe as novidades do mundo pet nas redes sociais

As redes sociais, principalmente o Facebook, estão repletas de conteúdos sobre o mundo pet. Selecione algumas páginas que sejam de maior relevância para você. Uma ótima maneira de acompanhar novidades, notícias e curiosidades é curtindo as fanpages da Petiko, do Portal do Dog ou do Mundo dos Pets, por exemplo. Também pesquise blogs ou canais do YouTube, como o canal “Estopinha & Alexandre Rossi”, também conhecido como Doutor Pet e referência no assunto.

3. Baixe aplicativos no seu celular

O Vet Smart Cães e Gatos, disponível para os sistemas Android e IOS, é um guia de informações atualizadas sobre medicamentos, rações e suplementos nutricionais, que permite uma consulta rápida e fácil a diversos produtos do mercado pet. Também oferece uma biblioteca de doenças e de raças, além de protocolos, calculadoras e valores de referências

4. Participe de eventos

São excelentes oportunidades para buscar a atualização profissional e novidades sobre os produtos para veterinários e petshops, e também, para fazer novos contatos. Fique atento às palestras e aos seminários organizados pelas universidades e clínicas veterinárias da sua cidade. Acesse ao site da editora Medvep e da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa Brasil) para obter informações sobre congressos e feiras nacionais que ocorrem anualmente, como por exemplo, o Congresso Medvep, o Congresso Brasileiro da Anclivepa e as feiras Vet Expo, Pet Shop Expo e Feipet.

5. Busque referências internacionais

Faça pesquisas para acompanhar o mundo pet também no cenário internacional. Saiba quais são as novidades sobre produtos em lançamento, tendências do mercado e avanços nos estudos sobre doenças, suas patologias, seus métodos de diagnóstico e de tratamento por meio dos sites da American Veterinary Medical Association, Pet MD e PetCube, por exemplo.

6. Leia conteúdos sobre a indústria pet e sobre o empreendedorismo veterinário

Além de saber quais são as novidades do mundo pet, é fundamental acessar conteúdos sobre a indústria e a economia do mercado pet. Navegaue no site da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e fique a par das notícias sobre a situação do mercado pet no país. Também é importante buscar informações sobre a área de empreendedorismo veterinário para criar uma visão mais completa do segmento. A página Empreendedorismo para Veterinários no Facebook, por exemplo, traz dicas e matérias sobre o assunto.

As fontes para acompanhar as novidades do mundo pet são muitas e disponibilizam muito conteúdos, visto que a amplitude das informações é proporcional à demanda e ao crescimento do mercado pet. Escolha revistas, sites, fanpages e aplicativos de maior relevância para você. Se você gostou desse conteúdo, acompanhe as novidades do mundo pet por aqui, tenha acesso a matérias selecionadas e preparadas para você e compartilhe com os seus amigos (: