As 18 Melhores Raças de Cachorros para Apartamento: Saiba Quais São e Como Escolher

“Cachorro é tudo de bom” – como diz a Pedigree. Cachorros são alegres, carinhosos, fiéis e companheiros por natureza. Porém, exigem cuidado, atenção e responsabilidade. Com a maioria das pessoas morando em apartamento e vivendo uma rotina atribulada, como conciliar as duas coisas?

Você não precisar abrir mão de ter um cachorro. O que você pode fazer é considerar alguns fatores no momento da escolha, como tamanho, nível de energia, manutenção, presença de crianças e, em alguns casos, regras de condomínio.

Existem 11 grupos de raças definidos pela Confederação Brasileira de Cinofilia (antigamente, Confederação do Brasil Kennel Clube – CBKC), em que foram utilizados como critérios para agrupamento a semelhança física e o tipo de trabalho.

Assim, você pode optar por raças de menor tamanho, as quais apresentam menor nível de energia e, consequentemente, menor necessidade de exercícios. A maioria dessas raças, mais apropriadas para apartamentos, são as raças de cães de companhia.

Considerações importantes

É possível ter cachorros de porte grande em apartamento, sim. Porém, você precisa ter consciência que o nível de energia deles é muito maior, o que exige uma necessidade de exercícios muito maior também. Você precisa estar disposto a fazer passeios diários com o seu cachorro, promovendo exercícios e brincadeiras.

✓ Com toda a certeza, você também pode escolher um cachorro sem raça definida. Os vira-latas são únicos na sua natureza e muito afetuosos. No momento da escolha de filhotes, você pode observar o tamanho dos pais (se possível) e o tamanho das patas para estimar o quanto ele irá crescer. Se as patinhas forem grandes e largas, certamente será um cachorro de porte grande.

✓ Por mais que as raças mais apropriadas para apartamento tenham um nível de energia e uma necessidade de exercício menor que as demais, isso não significa que elas não precisem de exercícios. Passeios frequentes e brincadeiras estimulam a saúde física e mental, pois evitam a obesidade, exercitam ossos e articulações e ajudam na socialização dos cachorros. Além disso, é uma ótima oportunidade para você desacelerar da rotina e aproveitar um momento com o seu melhor amigo.

✓ Mesmo as raças seguindo um padrão físico e comportamental, você precisa considerar que cada cachorro, assim como nós, tem a sua personalidade baseada nas suas experiências, no ambiente em que vive e nas pessoas com quem convive. Logo, por mais que as características da raça sejam as predominantes, pode haver alguma alteração no comportamento.

✓ Ao decidir pela compra de um cãozinho, certifique-se de que o canil escolhido é registrado na Confederação Brasileira de Cinofilia. Cuidado com os canis clandestinos, em que não há garantia da pureza da raça e, principalmente, do bem-estar animal.

1. Bichon Frisé

Tamanho: 24 a 29 cm de altura, 3 a 5 kg.

O Bichon Frisé, sempre alegre e brincalhão, é muito apegado com o tutor, amigável com estranhos e com outros animais e dócil com crianças. É de fácil adestramento e se adapta bem em apartamentos, além de soltar pouco pêlo.

Observações: precisam de escovação frequente e de tosa periódica.

2. Boston Terrier

Tamanho: 38 a 43 cm de altura, 4 a 11 kg.

O Boston terrier adora agradar e divertir a sua família. Assim, é muito apegado com o tutor, amigável com outros animais e dócil com crianças. É muito companheiro, seja para ficar o dia todo ao seu lado em casa ou até mesmo para participar de agility.

Observações: como é uma raça braquicefálica, ou seja, de focinho achatado, pode desenvolver problemas respiratórios.

3. Buldogue Francês

Tamanho: 35 cm de altura, 8 a 14 kg.

O Buldogue Francês, uma das raças mais populares do momento, é alegre, divertido, brincalhão, amigável com estranhos e com outros animais e dócil com crianças. Companheiro, gosta de seguir o tutor pela casa e adora demonstrações de afeto. Late pouco e, quando late, é um latido rouco.

Observações: pode ser um pouco bagunceiro e desobediente, por isso precisa ser adestrado desde cedo. Como também é uma raça braquicefálica, ou seja, de focinho achatado, pode desenvolver problemas respiratórios. Também pode apresentar problemas de pele.

4. Buldogue Inglês

Tamanho: 30 a 38 cm de altura, peso 22 a 25 kg.

O Buldogue Inglês é tão tranquilo, que é até preguiçoso. É um cão muito apegado com o tutor, muito afetuoso e dócil com crianças. Não costuma fazer bagunça em casa, mas adora um sofá.

Observações: apesar de tranquilo, é teimoso e tem dificuldade para aprender comandos. Como também é uma raça braquicefálica, ou seja, de focinho achatado, pode desenvolver problemas respiratórios. Também pode apresentar problemas de pele e perda de pêlos. Ah, e eles roncam bastante!

5. Cavalier King Charles Spaniel

Tamanho: 30 a 33 cm de altura, 5 a 8 kg.

A raça ainda não é tão comum no Brasil, mas é encantadora. O Cavalier King Charles Spaniel é muito carinhoso e chama atenção pela sua tranquilidade, educação e tolerância. É muito apegado com o tutor, amigável com estranhos e com outros animais e dócil com crianças. É inteligente e de fácil adestramento.

Observações: por ser tão afetuoso, não gosta de ficar sozinho por muito tempo e precisa de companhia constante. Apresenta maior predisposição à siringomielia em relação às outras raças, uma doença neurológica em que a siringe, uma região da medula espinhal, se expande, causando lesões nervosas.

6. Cocker Spaniel Inglês

Tamanho: 38 a 43 cm de altura, 11 a 17 kg.

Embora tenha porte médio, o Cocker Spaniel Inglês é uma ótima raça para apartamento. Destaca-se pela sua sensibilidade e pela sua expressividade. É muito afetuoso e companheiro, adora estar junto com a sua família. É bastante sociável, sendo amigável com estranhos e com outros animais. É tranquilo, inteligente e de fácil adestramento.

Observações: precisa de escovação frequente, de tosa periódica e de limpeza dos ouvidos semanais. Pode ter problemas de pele e de ouvido.

7. Chihuahua

Tamanho: 15 a 22 cm de altura, até 3kg.

Conhecida por ser a menor raça de cachorros, o Chihuahua é muito apegado ao dono, sendo carinhoso e fiel a ele, mas é um pouco reservado com estranhos e com outros animais. É corajoso e protetor, tendo um bom comportamento de guarda, apesar do seu tamanho.

Observações: pode ser ciumento e dominador, sendo necessário que o tutor adote uma postura de liderança.

8. Dachshund

Tamanho: 20 a 22 cm de altura, 5 a 14 kg.

O famoso “salsichinha” ou “linguicinha” se adapta bem em apartamentos e adora estar entre a sua família. É curioso e corajoso, adotando um bom comportamento de guarda. Como gosta de brincar, de cavar e de enterrar coisas, tem um nível de energia um pouco maior em relação às outras raças. É reservado com estranhos e com outros animais.

Observações: como é uma raça condrodistrófica, ou seja, com os ossos dos membros encurtados, apresentam maior predisposição a problemas de coluna, como doença do disco intervertebral.

9. Lhasa Apso

Tamanho: 25 a 29 cm de altura, 5 a 9 kg.

O Lhasa Apso é um ótimo companheiro, seja para brincar ou para descansar ao lado do seu tutor. É tranquilo e muito apegado ao seu tutor. Porém, é desconfiado com estranhos e com outros animais.

Observações: por ser desconfiado, é necessário a sua socialização precoce. Precisa de escovação frequente e de tosa periódica.

10. Maltês

Tamanho: 22 a 25 cm de altura, 1 a 4 kg.

O Maltês adora tanto receber colo e carinho do seu tutor quanto correr e brincar. É corajoso, apresentando bom comportamento de guarda, e inclusive, pode desafiar cães maiores. Como o seu pêlo é semelhante ao cabelo humano, é ideal para pessoas alérgicas.

Observações: precisa de escovação frequente e de tosa periódica.

11. Pinscher

Tamanho: 25 a 30 cm de altura, 3 a 5 kg

O Pinscher adora ficar com a sua família (tanto que às vezes se torna ciumento) e apresenta bom comportamento de guarda. É corajoso e às vezes é um tanto imprudente, por não ter noção do seu tamanho e não calcular o perigo. É reservado com estranhos e com outros animais.

Observações: embora pequeno, dispõe de muita energia e não é tão tranquilo como as outras raças.

12. Poodle Toy e Micro Toy

Tamanho do Poodle Toy: 28 a 35 cm de altura, 7  kg.

Tamanho do Poodle Micro Toy: 24 a 28 cm de altura, até 7 kg.

Segunda raça de cachorros mais inteligente, atrás somente do Border Collie, o Poodle é obediente e de fácil adestramento. É dócil com a sua família, mas tende a se apegar a uma pessoa. É reservado com estranhos e com outros animais. Além disso, solta pouco pêlo!

Observações: precisa de escovação frequente e de tosa periódica. Apesar da expectativa de vida ser longa, pode ser acometidos por diversos problemas de saúde, como doenças cardiológicas, endocrinológicas, dermatológicas e neurológicas (epilepsia).

13. Pug

Tamanho: 25 a 30 cm de altura, 6 a 8 kg.

Também uma das raças mais populares do momento, o Pug destaca-se por ser um companheiro inseparável do seu tutor, com o seu jeito dócil e carinhoso de ser. Também é amigável com estranhos e com outros animais. Além disso, é tranquilo e late pouco, sendo uma ótima opção para apartamento.

Observações: como também é uma raça braquicefálica, ou seja, de focinho achatado, pode desenvolver problemas respiratórios. Pode apresentar também problemas de pele. E como o Buldogue Inglês, também ronca bastante!

14. Schnauzer

Tamanho: 30 a 36 cm de altura, 5 a 7 kg.

Companheiro, curioso, alerta, inteligente e corajoso, o Schnauzer se adapta bem em apartamento, é muito apegado com o tutor e apresenta bom comportamento de guarda. Também é dócil com crianças.

Observações: pode ser um pouco teimoso e pode latir bastante.

15. Shih tzu

Tamanho: até 28 cm de altura, 4 a 7 kg.

Muito adequado para apartamentos, o Shih tzu é calmo e dócil. Apegado ao tutor, adora o seguir pela casa. Gosta de atenção e de companhia constante. Além de alegre, é bastante alerta e costuma latir para dar sinal.

Observações: precisa de escovação frequente e de tosa periódica.

16. Sptiz Alemão (Lulu da Pomerânia)

Tamanho: 20 a 27 cm de altura, 1 a 3 kg.

O Sptiz Alemão, popularmente conhecido como Lulu da Pomerânia, é dócil com a sua família, porém por ser corajoso e protetor, é desconfiado com estranhos e com outros animais e apresenta bom comportamento de guarda. É curioso, inteligente e de fácil adestramento, necessitando de brincadeiras que estimulem a sua inteligência, como “caça ao tesouro”, por exemplo. Ah, e apesar da pelagem longa, não precisa de tosa!

Observações: por ser muito apegado com a sua família e ter um instinto protetor forte, pode desenvolver comportamento possessivo em relação ao tutor e ao ambiente em que vive e precisa de socialização precoce.

17. West Highland White Terrier

Tamanho: 25 a 27 cm de altura, 6 a 9 kg.

Famoso por ser o cachorrinho do provedor de internet IG, o West Highland White Terrier é de personalidade alegre e divertida. É muito companheiro e afetuoso, sendo muito apegado ao tutor. Também é de fácil adestramento e apresenta bom comportamento de guarda.

Observações: precisa de escovação frequente e de tosa periódica.

 

18. Yorkshire Terrier

Tamanho: 17 a 20 cm de altura, 2.5 a 3.5 kg.

Uma das raças mais procuradas para apartamentos, o Yorkshire Terrier é inteligente e de fácil adestramento. Seu temperamento é influenciado pelo temperamento do ambiente em que vive: será mais tranquilo em uma casa tranquila ou será mais agitado em uma casa agitada. Adora receber atenção da sua família, mas também é independente e se diverte sozinho com alguns brinquedos. Apesar da pelagem longa, não solta muito pêlo e não precisa de tosa. Assim como o Maltês, o seu pêlo é semelhante ao cabelo humano, sendo ideal para pessoas alérgicas.

Observações: precisa de escovação frequente.

Agora você já sabe quais são as melhores raças de cachorros para apartamentos! Como você pode ver, existem várias  opções, e independente de qual for a sua escolha, saiba que você receberá muito amor e terá uma experiência gratificante. 🙂

Como Fazer o Gato Beber Água: Confira 7 Dicas Simples e Fáceis

A água, além de ser essencial para a saúde, é de extrema importância para os gatos. Mas… E por que é tão importante assim para os gatos? Porque os gatos têm uma predisposição muito maior a desenvolverem doenças do trato urinário que as outras espécies. Assim, o consumo adequado de água é a chave para a prevenção, pois ajuda a manter o fluxo urinário e a concentração urinária ideiais.

Na clínica felina, é muito comum os casos de doença do trato urinário inferior felino (DTUIF), que compreende a bexiga e a uretra. Pode ser causada por doenças inflamatórias da bexiga e da uretra de origem desconhecida ou de origem infecciosa, por neoplasias, por cálculos (urolitíase) ou por estenose da uretra. É classificada em não-obstrutiva ou obstrutiva – esta última é considerada uma emergência e os gatos precisam receber atendimento veterinário o mais rápido possível.

É importante ressaltar que gatos machos apresentam maior chance de desenvolver a doença, pois a uretra dos machos é mais fina em relação a uretra das fêmeas. Gatos castrados também apresentam maior chance, visto que com a castração os gatos ficam mais sedentários, se movimentam menos e bebem menos água. Assim, a urina fica retida na bexiga por mais tempo e causa irritação da parede.

Vale lembrar que a castração é um procedimento essencial para os gatos, visto que previne o tumor de mama em fêmeas e o tumor de próstata em machos, melhora o comportamento e contribui para o controle populacional e não é um fator que predispõe a doenças urinárias, desde que o gato seja estimulado a beber água e a se movimentar com exercícios e brincadeiras, por exemplo.

Geralmente, os gatos apresentam dificuldade e dor ao urinar, aumento da frequência com diminuição do volume de urina, sangue na urina e podem urinar fora do local habitual.

E o seu gato? Ele está bebendo pouca água? Confira aqui 7 dicas simples e fáceis, saiba como fazer o seu gato beber água e previna as doenças do trato urinário.

Como Fazer o Gato Beber Água?

1. Manter sempre a água fresca

É ideal trocar a água dos gatos 2 vezes por dia e lavar as vasilhas de água diariamente para manter sempre a água fresca. Vasilhas de vidro, porcelana, cerâmica ou aço inox são melhores que vasilhas de plástico, pois não favorecem a proliferação bacteriana e mantém a água mais fresca.

2. Oferecer água em vasilhas de formatos diferentes

Cada gato tem a sua preferência por vasilha. Alguns preferem vasilhas grandes para não encostar os bigodes nas bordas, enquanto outros preferem vasilhas pequenas para encostar somente a língua. Assim, variando o formato das vasilhas fica mais fácil de saber o modo que os gatos preferem beber água.

3. Colocar as vasilhas de água longe das vasilhas de comida

Apesar de domesticados, os gatos conservam muito seus instintos de viver natureza. Como na natureza os gatos não beberiam água perto do seu alimento, ou seja, da sua presa, para evitar contaminação, é interessante manter água e comida longes uma da outra.

4. Colocar fontes de água pela casa

Também a fim de mimetizar a natureza, a água corrente da fonte simula o barulho da água corrente de rios e riachos, onde os gatos beberiam água. Logo, é uma maneira de os gatos se sentirem mais próximos da sua natureza.

5. Espalhar várias vasilhas de água pela casa

Na natureza, os gatos não teriam água em um lugar fixo. Assim, espalhar várias vasilhas de água em lugares diferentes da casa pode ser uma opção bastante atrativa para os gatos.

6. Colocar a água em vasilhas de vidro com espelho embaixo

A função do espelho embaixo da vasilha de vidro é mostrar o reflexo dos gatos, mais uma vez, mimetizando a natureza, em que os gatos veriam o seu reflexo ao beber água em rios e riachos.

7. Acrescentar ração úmida na alimentação dos gatos

Última dica, mas não  menos importante, é acrescentar ração úmida na alimentação dos gatos. As rações úmidas apresentam em torno de 80% de umidade, enquanto as rações secas apresentam em torno de 10% de umidade. Além de hidratar os gatos, a ração úmida é altamente palatável, é atrativa pelo seu cheiro e pela sua consistência e apresenta os nutrientes necessários para a dieta dos gatos.

Pronto! Agora você já sabe como fazer o seu beber água com 7 dicas simples e fáceis. Fique sempre atento ao consumo de água do seu gato, estimule o consumo de água, exercícios e brincadeiras, promovendo uma vida mais saudável ao seu melhor amigo. Vamos tentar? 🙂

O Meu Cachorro Foi Picado por uma Abelha! O Que Fazer?

Esses dias a noite, uma amiga ligou dizendo que o cachorrinho dela havia sido picado por uma abelha há poucos minutos atrás e que o seu focinho estava muito inchado. Ela me perguntou: “o que eu faço?!”. Diante da aflição do momento e da dúvida sobre o que fazer, preparamos esse post para esclarecer as suas dúvidas sobre a picada de abelhas em cachorros e para instruir você a como agir se isso acontecer com o seu melhor amigo.

O Meu Cachorro Foi Picado por uma Abelha! O Que Fazer?

Você só precisa fazer uma única coisa: leve imediatamente o seu cachorro a uma clínica veterinária da sua confiança. O médico veterinário fará a remoção correta do ferrão e a administração da medicação adequada para o seu cãozinho. E jamais tente sozinho remover o ferrão!

Como identifico se o meu cachorro foi picado por uma abelha?

Como a abelha morre ao ferroar a vítima, é possível encontrar a abelha morta pelo chão do ambiente onde aconteceu a picada.

Também é possível a visualização do ferrão e do saco de veneno, pois na ferroada, ambos ficam retidos na pele. Já vespas e marimbondos não deixam o ferrão na pele e podem ferroar a vítima várias vezes.

Geralmente, os cachorros apresentam vermelhidão da pele (eritema), inchaço (edema) e dor. Essas lesões são mais frequente na região da cabeça e das patas, pelo hábito frequente de farejar o ambiente.

Posso tentar remover o ferrão?

Jamais! Embora a intenção seja boa, ela pode causar alguns problemas.

Existe uma maneira certa de remover o ferrão da abelha, o qual deve ser raspado para fora da pele até que seja completamente desalojado. O ferrão nunca deve ser apertado com pinça ou com os dedos, visto que assim o saco de veneno pode romper, expondo ainda mais o cachorro ao seu conteúdo. A remoção do ferrão deve ser realizada o mais rápido possível, pois pode injetar veneno no animal por até 2 a 3 minutos após se separar da abelha.

Além disso, essa experiência pode ser estressante para vocês dois e ambos podem se machucar.

Por isso, é necessário que você leve imediatamente o seu cachorro em uma clínica veterinária da sua confiança, onde há médicos veterinários preparados para lidar com a situação, remover corretamente o ferrão e administrar a medicação adequada para o seu cãozinho.

Como o ferrão e o veneno da abelha agem no organismo?

As reações desencadeadas podem ser locais ou sistêmicas e de origem tóxica ou alérgica. As reações de origem tóxica estão associadas aos componentes do veneno e as reações de origem alérgica estão associadas a resposta inflamatória do próprio organismo. É importante considerar que uma reação sistêmica de origem alérgica caracteriza um choque anafilático – que será abordado na sequência.

O veneno da abelha, também chamado de apitoxina, é produzido em glândulas localizadas no abdômen da abelha e é introduzido no corpo da vítima por um canal existente no ferrão. Apresenta como componentes a histamina, a melitina, a apamina, a hialuronidase e a fosfolipase.

Basicamente, a picada da abelha desencadeia uma reação inflamatória mediada principalmente pela histamina. Ao detectar o estímulo agressor, os anticorpos chamados Imunoglobulinas E se ligam na superfície das células de defesa chamadas basófilos e mastócitos, que produzem histamina, estimulando a liberação de pequenos grânulos com a substância.

A histamina age nos vasos sanguíneos periféricos, causando vasodilatação e extravasamento de fluido plasmático para o tecido extravascular com posterior acúmulo desse fluido entre os vasos sanguíneos e o tecido conjuntivo, o que resulta no inchaço (edema).

Também age na musculatura lisa, aumentando a contração e o peristaltismo, o que pode causar constrição das vias respiratórias e hipermotilidade intestinal.

Como é feito o tratamento da picada de abelha nos cachorros?

Após a remoção do ferrão, recomenda-se compressas de gelo para alívio da inflamação, lidocaína tópica para alívio da dor, anti-histamínicos (como a difenidramina) e anti-inflamatórios esteroidais (como a prednisolona) para diminuir a resposta inflamatória. O paciente deve ser monitorado nas 2 a 3 horas seguintes para observação da resposta ao tratamento.

Lembrando que o tratamento deve ser realizado exclusivamente por médicos veterinários!

E sobre o choque anafilático?

Embora não seja comum, é possível os cachorros entrarem em choque anafilático por uma picada de abelha.

Na anafilaxia, os animais começam a apresentar os sinais clínicos dentro de 15 minutos após a exposição, os quais cursam com edema, coceira, dificuldade respiratória, salivação, fraqueza muscular, incoordenação dos membros, vômito, micção, defecação e convulsões.

Quanto mais intensa a reação, maior é a liberação de histamina e maior é a vasodilatação. A vasodilatação diminui o retorno venoso (quantidade de sangue que chega ao coração), acumulando o sangue nas veias e diminuindo o volume de sangue circulante no corpo, o que causa insuficiência cardíaca e hipovolemia.

O tratamento de deve ser feito a fim de impedir o colapso cardiovascular. Recomenda-se a  administração precoce de fluidoterapia, anti-histamínicos (como a difenidramina) e anti-inflamatórios esteroidais (como predinisolona). O uso de epinefrina (adrenalina), que faz a constrição dos vasos periféricos, aumenta a pressão arterial, dilata as vias respiratórias e aumenta a frequência cardíaca e a força de contração do coração pode ser útil desde que seja no início do choque.

Como prevenir que o meu cachorro seja picado por uma abelha?

Tenha cuidado com flores, pois abelhas coletam o pólen e o néctar delas para a sua alimentação. Observe se há colmeias em árvores próximas da sua casa. Em alguns casos, é preciso chamar serviços dedetização para remoção de colmeias do ambiente urbano. Por último, verifique a vasilha de água do seu cãozinho, pois mesmo a abelha morrendo afogada, o seu ferrão ainda pode causar problemas.

Agora você já o que fazer se o cachorro for picado por uma abelha: levar imediatamente a uma clínica veterinária e jamais remover o ferrão por conta própria. Com a remoção correta do ferrão e a medicação adequada, seu cãozinho irá se recuperar rapidinho. Para saber mais sobre clínicas veterinárias 24 horas em Porto Alegre, confira o post “Clínicas Veterinárias 24 horas em Porto Alegre: encontre a mais próxima de você“. Mais alguma dúvida? Deixe nos comentários! 🙂

Ah, e lembra do cachorrinho do início do post? Ele foi levado a um médico veterinário, recebeu o tratamento adequado e passa bem! 😉